Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Filigranas
Na beleza da Lua ou no sol escaldante,
o papel do poeta é externar sentimento,
é louvar o amigo, exaltar sua amante,
é jogar num papel o que não sai no vento.

Na finura do gesto, um amante se insere,
abre os braços, sincero, e se deita na cama.
A doçura do beijo enaltece essa fama,
e o papel do poeta, imediato, aparece.

Na rudeza da vida, o poeta mantém
a beleza que invade o semblante de alguém
com seus versos de paz, com seus versos de amor.

E no verso o poeta alivia essa dor
de viver sua vida ao sabor de ninguém,
de viver sem razão, sem saber quem é quem.

Paulo Camelo
18/08/2010
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 18/08/2010
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