Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

O pior cego
Quando a massa manobrada
acha que é bom o ruim,
o povo tupiniquim
que sofreu tanta jornada
agora vê desbotada
a bandeira que hasteou.
A justiça ele apeou,
e, rindo da nossa cara,
diz que não sabe e não para
os desmandos que implantou.

Quando a massa manobrada
encontra alguém que a manobre,
o estrume parece cobre,
o crime não vale nada.
A mulher lança granada
e mata gente inocente
e depois chega pra gente
e diz que não foi assim.
Mas crime é crime, pra mim.
Não me venha com essa frente.

A defesa ao vandalismo,
o sarcasmo em não cumprir
a lei e depois sorrir,
dizer que é socialismo
é demais. É só cinismo
e os culpados somos nós.
Felizes dos meus avós,
que não estão mais no mundo!
Um desgosto mais profundo,
impossível! E haja voz

a dizer que o que é bom
foi inventado inda agora.
O que não fez já deplora
e diz alto e em bom tom
que foi de antes. E o som
contamina a multidão.
Caminham na escuridão
pois não querem ver a luz.
Sei aonde isso conduz,
e não encontro razão.

18/08/2010
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 19/08/2010
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Autor: Paulo Camelo - www.camelo.recantodasletras.com.br). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras