Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 62 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Meu amor-próprio os olhos me domina,
e toda a alma, e cada parte em mim;
o meu pecado é forte, me alucina
e toma o coração, tão grande assim.

E nenhum rosto é belo, igual ao meu,
nenhuma forma verdadeira, nada;
e eu me defino: o meu amor sou eu,
supero tudo e todos na escalada.

Entanto, o espelho mostra a minha face,
a antiguidade a me marcar, batido,
e eu vejo a mim, meu amor-próprio, e faz-se
um amoroso eu, então vivido.

Eu louvo a ti, ou a mim mesmo, então,
pintando a idade que meus dias dão.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 18/11/2025
Alterado em 05/05/2026


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