Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 133 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Maldito o coração que me injuria
e ataca a mim e ataca o meu amigo
e me tortura. E a ti não bastaria
a escravidão que o prende então comigo?

O teu olhar cruel me ensimesmou
e me envolveu, intenso, junto a mim.
De ti eu sei que abandonado estou
nesse tormento triplo a não ter fim,

pois prende o coração, me abate o peito,
enquanto o dele deixa desdenhado.
Eu busco um guardião, esse é meu preito,
usando um tal rigor, demasiado.

Assim desejarás, eu preso a ti,
por força do que sou, do que senti.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 01/02/2026


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