Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 139 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Ó! Não me chames a explicar o mal,
que a crueldade inflige o coração,
e não me firas com olhar igual;
tens o poder, mas não me mates, não!

Dizes que amas mas, ao teu olhar,
meu coração, contrito, se entretém.
Por que tu feres, a me provocar,
se a sobrecarga logo se contém?

Pedes desculpas, mas meu amor sabe:
essa beleza é quase uma inimiga;
entanto, a inimizade não nos cabe
e injúria já não há que me persiga.

E não me ofendas, quase morto estou.
Mata-me o olhar, mas dor não me causou.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 07/02/2026


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