

Soneto 142 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo O amor me peca, odeia a vã virtude, e o meu pecado firma-se no amor. Compara o próprio estado e não te ilude, e assim repreensão não vais supor. Se merecer, não sejam lábios teus profanadores de ornamentos vãos. São nós de amor tão falsos quanto os meus, que as rendas roubam de outros leitos sãos. Que amar-te seja bom, tal qual o amor que almejas com teus olhos, mas os meus imploram piedade e, quando for compadecida a mim, eu tenha os teus. Mas se te escondes, se tu buscas ter, teu próprio exemplo deixas merecer.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 10/02/2026
Comentários
|