Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 146 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Da minha terra pecadora centro,
escrava dos poderes, pobre alma,
essa escassez por que definhas dentro
ostentação tamanha não te acalma?

E por que tanto custo, em tempo escasso,
em tua vida gastas, decadente?
Haverá vermes nesse teu espaço
a devorar-te? É este o fim, somente?

Então, vive da perda desse escravo
e deixa o teu tesouro definhar.
Divinos termos compra, em teu agravo,
e te alimenta, antes de os gastar.

Supres da morte o alimento, assim,
que, uma vez morta, já não há mais fim.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 06/03/2026
Alterado em 08/03/2026


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