Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 89 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Sei que me culpas por teu abandono
e entendo tua ofensa quando falo;
assim, quando me julgas, perco o sono
e, sem me defender, eu, triste, calo.

Amor, não podes me desonrar tanto,
enquanto mudas o teu proceder,
se eu mesmo me desonro ao teu encanto
e em meu amor me perco, estranho ser.

Os meus caminhos fugirão de ti,
teu doce nome já não falarei
porque, profano como o concebi,
nossa amizade acaba, isso eu bem sei.

Por ti, contra mim mesmo irei lutar,
porque me odeias. Não me posso amar.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 04/04/2026
Alterado em 05/05/2026


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