Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 105 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Não chame o meu amor idolatria,
ou o ser amado idolatrado seja.
Os cantos e louvores têm valia
e, dedicados, sempre assim se veja.

O meu amor bondoso, hoje, amanhã,
constante em maravilha e excelência,
igual aos versos, em constante afã,
expressa tudo e exclui a diferença.

Eu uso “belo, bom e verdadeiro”
em argumento, com variações.
Essa mudança acaba por inteiro
em três virtudes, três alcances bons.

Sozinhos, “belo”, “bom” e “verdadeiro”
agora coexistem por inteiro.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 09/04/2026


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