

Soneto 114 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo Será que minha mente, a ti moldada, aceita o mal, só vê bajulação? Será que o olho, vendo tudo e nada, engana-se no amor, que, sem noção, vê monstros, vê fantasmas, formas más em anjos como tu, que és tão doce, ou faz mistura em planos desiguais tão rápido a pensar que um raio fosse? Eu já não sei. Só há bajulação no meu olhar, e a mente, majestosa, exalta o que ela bebe e sabe o quão gostoso é o paladar que a taça dosa. Estando envenenado, eu peco pouco. O amor que o olho vê começa louco.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 14/04/2026
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