Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 123 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Não, tempo! Não te vangloriarás
de ter pirâmides no teu passado
e agora nada novo, nada mais
que te renove, nada renovado.

Agora tudo corre, tudo é breve,
então voltamo-nos para o antigo
e a nossa preferência é nascer leve
o que no teu passado teve abrigo.

Os teus registros são teu desafio,
eu já não sei presente nem passado,
e, se registras, eu já não confio:
em muita pressa é tudo registrado.

Eu sei que é sempre assim, por isso eu juro:
eu serei mais fiel ao teu futuro.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 21/04/2026


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