Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 130 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Os olhos dela não parecem nada
ao sol, nem rubros os seus lábios são;
seus peitos têm a pele acinzentada
e seus cabelos, negros qual carvão.

Já vi vermelhas rosas no jardim,
mas já não vejo cor em sua face.
Alguns perfumes fazem bem a mim,
mas o seu hálito assim não faz-se.

Adoro o seu falar, mas sei também
que a música escutada é bem mais bela;
o seu andar de deusa não é bem
aquele andar que pisa a passarela.

Entanto, Deus, é forte o meu amor
para esquecer o resto em seu favor.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 22/04/2026
Alterado em 13/06/2026


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