Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 57 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Se teu escravo eu sou, que mais eu posso
acalentar nas horas de desejo?
O tempo precioso não é nosso,
e já não dou abraço, e já não beijo.

Eu não consigo reclamar da hora
apenas vigiando o seu momento;
a ausência amarga em mim não tem demora;
a tua despedida é meu tormento.

Eu posso reclamar do meu ciúme?
Eu mal posso supor o teu trabalho.
Escravo, não tolero o meu queixume
e, junto aos outros, teu amor migalho.

O meu amor por ti é verdadeiro,
embora não se mostre por inteiro.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 01/05/2026
Alterado em 05/05/2026


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