Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 56 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Renova tua força, ó doce amor,
que não se fale de teu apetite,
ou seja comparado a teu vigor;
a tua antiga força te permite.

Assim, amor, embora tenhas fome,
e os olhos lacrimejem, sejas tu,
pois amanhã que a fome não te tome,
o espírito do amor não fique nu.

Que a tua fome seja como o mar,
que se enche e se esvazia sobre a areia;
entre os dois tempos vivas para amar,
louvando o amor que aos outros incendeia.

Inverno seja, em preocupação,
mais desejada ainda, em seu verão.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 03/05/2026
Alterado em 05/05/2026


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras