

Soneto 51 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo O meu amor desculpa a lenta ofensa enquanto, lento, eu vou ficando atrás. Eu devo me apressar? Ele assim pensa, até que eu volte; a pressa não se faz. E que desculpa, então, ao animal? Será veloz aquela marcha lenta? Então, pra que espora? É tudo igual: a pressa é o animal que a movimenta. Então, nenhum cavalo me acompanha em seu desejo ou mesmo o meu amor. Nenhum reclamo, não, nenhuma manha; o meu amor apaga a sua dor. Se lento foi deliberadamente, em tua direção eu correrei, somente.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 04/05/2026
Alterado em 05/05/2026 Comentários
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