Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 52 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Assim me vejo: um rico abençoado
usando as sete chaves do tesouro,
e assim, sabendo que está bem guardado,
afasta esse cuidar de mau agouro.

As festas, tão solenes, duram pouco,
e poucas vezes fazem-se no ano.
Iguais às gemas de um sovina louco,
escondem-se no estojo de um profano.

Assim é o tempo que pra mim te esconde
ou como um guarda-roupa bem fechado.
E mostra-se o instante, eu não sei onde,
e esconde o meu orgulho, bem guardado.

E bem-aventurados sois, cuja lembrança,
antes carente, exibe a esperança.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 04/05/2026
Alterado em 05/05/2026


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras