Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 6 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Não deixes que a mão rota em pleno inverno
em ti destrua a essência do verão.
Guarda o odor num frasco, adoça-o, terno,
antes que encontre em si destruição.

Seu uso não é graça proibida;
alegra de bom grado a quem o paga;
aquele que pra ti gerou mais vida
é mais feliz, ficou a dez por vaga.

Às vezes mais feliz sei que tu és,
refigurada estás o tempo todo.
Então, se a morte te encontrar viés,
ficarás viva sem nenhum engodo?

És bela por demais, por derradeiro.
Assim, não faças vermes por herdeiros.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 15/05/2026


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