Paulo Camelo

Poesia é sentimento. O resto é momento.

Textos

Soneto 31 de William Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Tradução: Paulo Camelo

Teu peito, amado pelos corações,
que eu supus mortos por não mais os ver,
tem todo o amor que reina, por razões
que eu já supunha também não viver.

Lágrimas quantas meu amor roubou,
lágrimas tristes, santas, que me vêm,
e me aparecem quando triste estou
mas que me fogem, jazem, sem ninguém!

Em ti o meu amor foi sepultado,
embora viva, pleno de lembrança,
e tudo em mim me lembra o ser amado,
e agora só a ti serve, e não cansa.

Essas imagens que eu amei em ti,
vejo-as todas no meu ser, aqui.
Paulo Camelo e William Shakespeare
Enviado por Paulo Camelo em 06/06/2026


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